Guardar um frasco de compota, de molho ou de outra conserva caseira dá muito prazer, mas é preciso saber quando ele deixou de estar em condições de ser usado. Nem sempre os sinais são evidentes, e por isso convém ter um olhar atento, um nariz sensível e alguma humildade. A regra é simples: se tem dúvidas, deite fora. O prejuízo de um frasco perdido é pequeno, comparado com o de uma refeição estragada.
O primeiro sinal é o cheiro. Ao abrir um frasco, repare se o cheiro é o esperado. Um cheiro azedo, a fermentado, a ranço ou simplesmente estranho é motivo para deitar fora. O segundo sinal é o aspeto: cor alterada, líquido turvo onde antes estava límpido, bolhas, camadas estranhas ou pedaços que parecem diferentes do habitual são sinais de alerta. Confie no que vê e no que cheira.
Bolor, tampas e bom senso
O terceiro sinal é o bolor. Mesmo que só apareça uma pequena mancha à superfície, o frasco deve ser deitado fora, sem retirar a parte visível e aproveitar o resto. O quarto sinal é a tampa: se estiver abaulada, se estalar de forma diferente do habitual ao abrir, ou se houver fugas, algo não está bem. Nunca prove um conteúdo duvidoso para confirmar.
Deite o frasco fora com cuidado, de modo a que ninguém o possa encontrar e usar, e lave as mãos e as superfícies com que tenha estado em contacto. Se o frasco for reutilizável, lave-o muito bem antes de o guardar. Para evitar problemas, use sempre frascos e tampas limpos, sem rachas nem ferrugem, e escreva o conteúdo e o mês no rótulo.
Guarde as conservas num lugar fresco e escuro, e verifique-as de vez em quando. Depois de aberto, um frasco deve ir para o frigorífico e ser usado com brevidade. Use sempre uma colher limpa para retirar o conteúdo, para não contaminar o resto. Se seguir estes hábitos, terá uma despensa de que se pode orgulhar, e evitará sustos e desperdícios. E se tiver dúvidas, pergunte a uma pessoa com experiência.